Thursday, November 02, 2006

The truth about forever

Numa das minhas aulas de fotografia, vi um livro com uma capa bonita, uma fotografia legal e tal e, ainda por cima, com o título "the truth about forever".
Fiquei curiosa, pensei até em um dia desses procurar por ele na livraria de Union City. Algum dia, talvez, sei láá.... Até realizar que minha hostsister tinha ele em sua estante de livros.
Mesmo quem não acredita nessas coisas de destino, depois disso, pensa duas vezes. Ainda mais que ele surgiu logo que acabei de ler Kerouac. Mas tá bom de background, diretamente ao ponto.

Eu comecei a ler esse livro fazem três dias, tem umas 400 páginas. Acabei de terminar de ler, na verdade, eu literalmente comi esse livro... Mas comi com mais prazer do que comer chocolate. Ele me seduzia durante a aula de inglês, durante a aula de História (educação física nem se fala) e até de geometria. Pois é, pensar que sempre fui dessas que demoram um ano pra ler um livro por mais gostoso que ele seja, apenas pelo fato de se perder pelos pensamentos e ter que reler uma página trezentas vezes. Esse livro foi diferente. Não atribuo toda a "culpa" exclusivamente ao livro, mas talvez às circunstâncias que me encontro e como, de alguma forma, fui me identificar com a personagem. Na verdade, eu não tenho nada a ver com ela e perceber o quanto ela muda durante o livro e como a realidade dela era tão diferente... não sei, não dá pra explicar!
Simplesmente, esse livro me levou muito mais além do que muitos outros que sugestivamente deveriam ter me levado muito mais longe. E isss não necessariamente significa algo positivo, já que me ensinei a bloquear pensamentos extremamente complexos pois eles nunca me levaram a canto algum.

Esse livro, mainly, levou-me a refletir sobre mim mesma. O que eu quero na minha vida, qual são meus ideais, quem eu realmente sou ou até mesmo gostaria de ser.
Quando cheguei aqui nos Estados Unidos, encontrei-me numa situação em que deveria ir em busca das amizades que gostaria de cultivar, com quem eu iria compartilhar esse meu ano -(sinto-me com total direito de usar o termo possessivo). Mas, se eu não consigo descobrir o que quero para mim, quanto mais saber o que espero das outras pessoas?

Um dia estou em dieta absoluta, pedalo umas 6 milhas e passo cerca de uma hora me alongando no jardim. No dia seguinte, milhões de papéis de chocolates se encontram ao meu redor e minha bunda chega a se achatar pelo tempo que permaneço sentada na frente do computador, fazendo muito ou quase nada. Não sei... Essa coisa de extremos me perturba demais. Às vezes me sinto como se fosse uma pessoa sem personalidade definida, talvez esse seja meu caso.

Até enfim chegar no pensamento em que se deve viver a vida extremamente... Mas tudo em exagero não é bom, definitivamente. E eu concordo plenamente com isso, ainda mais ultimamente que tenho lido tanta coisa sobre budismo e a necessidade de chegar ao ponto de equilíbrio.

Acredito que essa coisa de equilíbrio é uma façanha tremenda e extamente o lugar em que a maioria das pessoas chegaram quando não tiveram mais outra saida. Assim, tipo, o ponto satisfatório para todos os lados, como o ponto no meio de uma circunferência. Nem é ruim, nem é bom. É aquela coisa medíocre. E como é exatamente o "midpoint", nenhum lado é capaz de criticar. Pronto(!). Voltei exatamente ao ponto no qual estava no começo, como me sinto mal por um dia planejar meu futuro com o mínimo dinheiro necessário e uma vida simples e no fim do dia concluir que quero ganhar uma boa quantia de dinheiro e não me preocupar com gastos nos mínimos detalhes e simplesmente viver uma vida confortável, e acima de tudo, pagar todos os meus desejos e vontades inspontâneas.

Certo, tá aí. Cheguei em conclusão nenhuma... E agora? Paro de escrever e vou estudar pra minha prova de História amanhã ou simplesmente escuto música e relaxo até pegar no sono? Pois é, não sei, de novo. Acho que é responsabilidade demais ter que escolher entre duas opções tão atraentes. E como a preguiça permanece, decido que simplesmente não vou escolher.

4 comments:

Anonymous said...

maria, tu é foda demais. oO
vou entrar nesse blog todo dia. (:

(LLLL):*

a saudade tá apertaaando :~

nãoseileianaminhacamisa. said...

Maria, você chegou à uma conclusão sim.
A conclusão que você é alguém que quer tudo como quem não quer nada. Você é alguém que precisa ter sempre duas opções pra ver qual é a mais atraente, sabe?
Você gosta de escolher, isso sim. Isso nãoé ruim não, pq com o tempo você vai saber que os estremos podem ser bem parecidos e que as diferenças são as coisas mais gostosas que você pode escolher entre duas opções. (:

(Foi isso que eu entendi :x)

beeeeeeeijo (L)

Anonymous said...

vo procurar esse livro pra ler! :P
eeei, posta mais!
eu gosto dos teus posts! :}

;*

Anonymous said...

aaai que lugar legal esse aqui! :}
IOJOOAJIJIAJ
oor, como é linda escrevendo
eu te amo, saudade de tu truta!
(L) :*